sexta-feira, 13 de junho de 2014
Casas despencando - falando sério com Gra Ekermann
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Falando Sério com Gra Ekermann - Telêmaco Borba Décima Quarta Arrecadação do Paraná X Centésima Primeira no ranking de IDH do Paraná
Um abismo de Gestão Pública: 14 (décima quarta) cidade (TB) do Paraná em arredação, contudo a 101 (centésima primeira) no IDH do Paraná = UM ABISMO
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Falando Sério com Graciane Ekermann - A Cidade (Telêmaco Borba) e alguns pontos sobre nossa Segurança Pública
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terça-feira, 3 de junho de 2014
Esperance você também...
Qual a relação do ato de votar com o ser
responsável? Tudo. A palavra Responsabilidade vem do latim RESPOSTA, e o que é
o ato de votar se não uma responsabilidade em responder ao sistema, aos que lá
se encontram e a todos os que lá pretendem chegar: um Aval de SIM ou NÃO.
Podemos uma vez a cada quatro anos responder
se aprovamos ou não, ou talvez, que em não gostando queremos mudar...
Nesta semana em especial quero levantar com você
leitor o tema “Deputado Estadual”. Você sabia que em 2010, última eleição pra
Deputados, Telêmaco Borba votou em 200 candidatos a Deputado? Poucos destes
foram eleitos.
Em relação aos eleitos, que nós Telêmaco
Borbenses votamos, nestes quatro anos, pergunto-lhe:
O
que os que receberam votos aqui fizeram por nós?
Quantas
vezes tais eleitos, com votos daqui, vieram dar satisfação de seus atos?
Quais
benefícios Telêmaco Borba (no coletivo e não no pessoal) recebeu destes
eleitos?
Preciso salientar que houve naquela eleição
candidatos de Telêmaco Borba, sempre temos pessoas corajosas e cidadãs que se
lançam em busca de nos representar, contudo, não temos um número suficiente de
eleitores para alavancar uma candidatura da terra. Será?
Bem, se nossa população fosse mais sábia,
votaria, apenas, nos candidatos daqui sejam eles 2, 3 ou 4 não importa.
Qualquer número inferior a cinco é melhor que 200 que levaram nossos votos...
Se nossas escolhas recaírem sobre nossos concidadãos, amigos e conterrâneos,
quem sabe, partindo daqui de Telêmaco Borba com uma expressiva votação, possa
um deles nos representar na Assembléia do Estado.
A poucos dias das convenções partidárias
temos a notícia de três nomes de candidatos que são de Telêmaco Borba. Três
homens que se lançam em busca de levar o nome de nossa cidade para o palco mais
importante da Política Estadual.
Não estou aqui fazendo uma apologia a um nome
apenas, mas, convidando ao leitor a repensar e votar em alguém que tenha de
Telêmaco Borba uma certidão de nascimento, uma história, um comprometimento...
Que se eleito, não se esqueça no momento seguinte para, apenas, lembrar-se
daqui a quatro anos...
Eu, como cidadã, estou cansada de entregar
meu voto a quem sequer lembra-se da minha existência nos próximos 1460 dias...
Para Telêmaco sempre fica restos, sobras, migalhas... Por quê? Porque ninguém
eleito é daqui, nos representa verdadeiramente, fala a nossa língua, tem o
nosso DNA...
Pode ser que não seja, ainda, desta vez,
infelizmente... Pode ser que ainda não tenhamos maturidade para “não” entregar
nosso maior tesouro nas mãos de um forasteiro... Pode ser que ainda tenhamos
que penar mais quatro anos pra, quem sabe, aprender...
Mas fica o sonho, o desejo e a esperança de que um dia, e pode ser agora, saibamos escolher da forma correta. Quem sabe se, a partir de agora, o verbo ESPERANÇAR seja o lema de uma política representativa com a nossa cara.
Eu
esperanço dias melhores e você leitor?
#esperança #diasmelhores #politicaenãopoliticagem #esperançar #porumatelêmacomaishumana #seinteressemais #participemais #gracianeekermann #telêmacoborba
terça-feira, 27 de maio de 2014
“SER OU NÃO SER MOSCA? EIS A QUESTÃO.”
Há uma música do Grupo Skank que se refere ao povo brasileiro como MOSCAS SEM ASAS... E que sendo sem asas não ultrapassam as janelas de suas casas.
Porém, desde 2013 nosso povo dormente acordou de um sono profundo e levantou-se para começar sua luta. De tal forma que opina mais, se interessa mais, participa mais e quer sair às ruas delatar, contestar, protestar. Será que estamos dentro do princípio da evolução querendo criar asas? Ou quem sabe temos asas, mas não sabíamos que estavam ali, em nossas almas acopladas?
Uma população que não aceita mais ficar, apenas, em seus cômodos sofás vendo a vida acontecer no Jornal Nacional. Sim, não mais as moscas do Skank para sermos, agora, moscas do Raul:
“Eu sou a mosca que pousou em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou prá lhe abusar…
Eu sou a mosca que perturba o seu sono
Eu sou a mosca no seu quarto a zumbizar…”
Mas, como asas recém descobertas estamos meio tontos, como um pássaro em seus primeiros vôos que, muitas vezes, cai e não sabe se levantar.
Onde quero chegar? Simples meu amigo leitor:
Nós povo Brasileiro temos deixados nossa vida pública nas mãos de gente que não tem qualificação, mesmo quando tem não possuem, porém, idoneidade. Sim, temos deixados nossa casa “em comum” nas mãos de pessoas que agem em torno de seus princípios ideológicos, porém, eles, ditos princípios, estão longe de ser os princípios da Carta Magna Constitucional da Igualdade, Liberdade e Democracia acima de tudo com sua máxima em que todos somos iguais perante e a lei e temos, desta forma, direito ao acesso à saúde, educação, moradia, laser, segurança pública entre todos os outros que ouvimos falar que temos, mas, de verdade, é pura teoria.
Negligenciamos o que é de mais valor: A vida em comunidade. Entregamos de mão beijada nossa casa nas mãos de pessoas, das quais depois, reclamamos... Tarde de mais...
Lhe pergunto: Do que adianta reclamar assim, nos sofás das casas, nos rodinhas do boteco? Se você age assim é uma mosca sem asas que está limitado ao espaço das paredes de sua casa.
O Brasileiro até quer brigar, mas, verdadeiramente não assume seu papel social para mudar a história de seu país.
Vamos pousar na sopa, vamos participar da vida pública. Saiamos das criticas somente. Vamos mostrar como é que queremos, como é que se faz. Participe da vida comunitária de sua cidade. Filie-se a um partido político que tenha uma ideologia mais próxima do que você acredita, mas, não espere encontrar um partido perfeito de pessoas perfeitas... Um partido é o conjunto de muitas pessoas e nem todas são como você e pensam corretamente. É como morar numa república estudantil, há as regras, mas há muitas cabeças pensantes. Uma filiação é o começo de sua participação na vida comunitária de forma mais real.
Deixe suas asas soltas e não aceite cair num primeiro tapa... Lembre-se quando o Poder matar uma mosca, como termina a música de Raul:
“E não adianta vir me dedetizar Pois nem o DDT pode assim me exterminar Porque você mata uma e vem outra em meu lugar…”
Texto By Gra Ekermann publicado no Jornal Expresso Notícias de 23 de maio de 2014.
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terça-feira, 20 de maio de 2014
Liberdade para tomar sol...
Encontrei hoje um querido amigo que, depois
de uma conversa sobre civilidade, ética e direito citou o filósofo Diógenes e
sua lanterna... Mas quem foi Diógenes e
qual a relação dele com os tempos de agora?
Um filósofo grego
que nasceu em torno de 400 antes de Cristo em Sinop, onde hoje é a
Turquia. Diógenes vagava pelas ruas de Atenas, na Grécia, com uma lanterna
procurando “a verdade” ou “um homem honesto”. Diógenes era completamente
desligado de bens materiais, vivia como mendigo dentro de um barril. Dizia que
assim era livre. Outro filósofo, Epicteto, escreveu sobre ele:
“Se quiseres que eu te mostre um varão verdadeiramente livre, apresentar-te-ei Diógenes. E de que modo chegou ele a ser livre? Destruindo em si tudo quanto o pudesse tornar presa da escravidão; desligado de tudo, completamente isolado, nada possuía. Dava tudo o que lhe pedissem, mas estava fortemente unido aos deuses e a ninguém era inferior em obediência, respeito e submissão para com a tal soberania. Estava aí a sua liberdade.”
Quando Alexandre o Grande
(autoridade máxima da época) perguntou o que poderia fazer por ele, ouviu como
resposta: - Sai da frente que você está tapando o
sol...
Com sua liberdade, Diógenes
incomodava. Afinal, a vida em sociedade apóia-se na supressão das liberdades.
Liberdade de Expressar-se, liberdade de pensar e ser autêntico, liberdade de
escolher entre A e B sem culpa ou imposição tirânica de quem está no Poder,
liberdade de gritar por um direito sem no segundo seguinte ser censurado com um
cálice venenoso de um insignificante... A
liberdade incomoda muito ainda nos dias
de hoje.
Meu amigo, um guerreiro
cidadão de lutas em nome do direito, de batalhas pela igualdade, ética e
justiça disse-me jamais aceitar benesses indevidas de alguém pra poder
continuar trabalhando, quer apenas ser respeitado.
Mas, meu caro guerreiro,
infelizmente, de maneira esquizofrênica, o Poder tenta sempre tampar o sol,
seja de quem for... Tenta sempre apagar a lanterna, pois na escuridão pode errar
sem, porém, ser visto e delatado. Contudo caro cidadão de batalhas, não desista
de seus princípios, tenho orgulho em tê-lo como amigo e exemplo.
Ousemos ligar nossas lanternas e saíamos nas ruas procurando a verdade,
ou mesmo, um ser humano honesto que nos dê o alento de crer num futuro para
nossos filhos. Ousemos ligar nossas lanternas e saiamos em busca de líderes que
ousem ser justos e íntegros.
Ousemos encontrar no âmago de “nosso” peito a honestidade perfeita que
não nos permita aceitar uma benesse (particular) que nos desqualifique como um
cidadão de um estado democrático... Que não nos permita achar que conchavos
políticos existem e está tudo bem... Que não nos permita achar que é boa autoridade
de quem Rouba, mas, faz... Que não nos permita ser conivente com o erro e com o
errado vida afora...
Enfim termino perguntando a você leitor: O que é ser justo perante a
vida? O que é ser honesto neste mundo? O que é ser cidadão no Brasil?
Examina sua consciência, busca fundo com a lanterna de Diógenes.
Observe, avalie e julgue seus próprios atos em relação ao que você representa
nesta sociedade de escuridão...
Se nossos direitos como saúde, educação e segurança pública (no mínimo)
fossem levados a sério creio que viver seria mais fácil, bons empregos seriam
uma conseqüência, logo, não haveria fome ou desigualdade social, de tal forma
que, poderíamos pedir a quem ousasse tapar o sol: __ Dá licença, pra viver neste mundo justo e de leis imparciais eu
preciso, apenas, de sol...
Texto By Gra Ekermann publicado no Jornal Expresso Notícias de 17 de maio de 2014.
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domingo, 11 de maio de 2014
PROFECIAS... INIMIGOS OCULTOS... UM REI SEM ROUPAS...
Inimigos Ocultos assombram o poder...
“Persigo-lhe em nome da minha
insignificância diz a Majestade que, sem roupas, insiste em se imaginar adorado
e adornado...”
É assim nas fábulas e histórias que
feitas para crianças dão recados para os adultos... Porém, lembro logo do mundo
real, e em se tratando de grupos em processo lento da perda do poder, penso
naqueles que não aceitam fazer parte desse espetáculo desagradável, logo,
colocam por entre falas e atos suas mesquinharias humanas e reais...
Volto à fábula estudando
detalhadamente a autoridade, que na loucura do Poder se vê ameaçado, quando lhe
pergunta o bobo da Corte __ Por quem Vossa Alteza perde o sono e, quiçá um dia,
o trono? A resposta para o embaraçado Monarca é o medo dos vaticínios, de um
conhecido profeta que, numa data passada disse-lhe que o cetro, a coroa e a
chave um dia seriam dele... Porém, um novo vaticínio e este sim lhe toma de
assombro, conta o fim de sua obra, quando um dia, entregará o poder de ser Rei
para uma Rainha...
Como uma voraz leitora e amante das
histórias de todas as formas penso que o mundo fantástico da literatura em
muito se aproxima da realidade. Em tempos de Poder a manter-se ou Poder a se
conquistar ouço e vejo Majestades com seus fantásticos inimigos imaginários.
Contudo, me pergunto ___ Quem são os
fantasmas destes que estão investidos no Poder?
Muitos dirão que não é “o inimigo”,
mas, “os inimigos”, e eles são definidos, geralmente, como um grupo social que
anseia a cadeira, o cetro, a coroa, o Paço, o Palácio... Enfim, o Poder
assombrado imagina que muito mais importante que administrar é combater o
inimigo (imaginário). Combater pra que sejam exterminados, mas, reitero quase
sempre não se trata de um inimigo concreto, trata-se sempre do “imaginário”.
Quem produz o inimigo imaginário? Quais
são os grupos sociais que são ou podem se tornar inimigos imaginários?
A
primeira questão é: Quem inventa o inimigo
imaginário. Sem sombras de dúvidas, se tal inimigo é fictício,
alguém o inventa. O mais interessante nestas histórias da vida real é que a
classe dominante é a principal criadora de inimigos imaginários.
Uma razão clara da criação do
Fantasma Inimigo é a óbvia intenção em desviar a atenção para este suposto
inimigo e ocultar a verdadeira razão da crise de seu reinado, seja ela
incapacidade, alienação, esquizofrenia, insensatez, incoerência, etc, etc,
etc.
Quais são os grupos que são ou podem se tornar inimigos imaginários? Bem, aqui, analiso rapidamente que pode ser no singular O INIMIGO...
Mas, enfim, quem são estes ou quem é o potencial inimigo? Reposta breve e rápida: Todo aquele que pensa, expõe, luta,
levanta hipóteses, busca respostas e pode, de repente, vir a ser a cara da
corte que, por ora, assiste a visão funesta da majestade sem roupas...
Resumindo amigos leitores, o maior
inimigo do Poder Assustado é a sua própria sombra que se traduz na incapacidade
de administrar conflitos, de ser transparente, de agir com eficácia, de
produzir finalidades e, por fim, de construir um mundo melhor. Os maiores
inimigos não são sicrano, fulano e beltrano... Não é, também, o partido A, B ou
C... Quiçá fosse uma ameaça verdadeira que colocasse em risco não o Poder em
questão, mas a cidadania e a civilidade, mas isto também não é... O maior
inimigo é o medo absoluto de um dia acordar na posse de um sucessor(a) e que o
vaticínio infeliz tenha se tornado realidade...
Texto By Gra Ekermann publicado no Jornal Expresso Notícias em 10 de maio de 2014.
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